Estava um calor infernal nas ruas da cidade, como se o sol resolvesse castigar quem ousasse circular em seu horário de almoço, e, devo confessar que no lado de dentro dos estabelecimentos comerciais as coisas não eram melhores.
- Cuidado para não derrubar as moedas! – alertou meu pai quando me entregou certa quantia de dinheiro junto a um papel, creio eu que fosse uma duplicata, e se acomodou no banco do motorista. – Vê se anda rápido! – ele disse como se fazer um pagamento em uma lotérica dependesse exclusivamente de mim.
Corrigindo: em uma lotérica lotada.
Eu era acostumada a fazer pagamentos em bancos, lotéricas, não por ter idade suficiente para se portar como um adulto, mas sim por minha sorte. Geralmente eu sempre gastava cinco minutos dentro de um banco, e nunca enfrentei uma fila com mais de cinco pessoas, pelo menos não até hoje.
- Ótimo – murmurei para mim mesma, e torci para que, do lugar que meu pai estacionou o carro e se acomodou para contar os minutos, estivesse na sombra.
Não sei bem, mas provavelmente umas trinta pessoas estavam na minha frente, e até mesmo a fila especial para gestantes, idosos e deficientes estava cheia. O jeito era esperar. Agora você some essa minha espera com um calor escaldante, uma fila imensa, uma cabeça quase explodindo por conta de um maldito simulado feito na escola e uma velha que estava atrás de mim e que não parava de reclamar. A caixa lotérica estava lotada, talvez fosse porque era hora de almoço, segunda-feira e véspera de feriado – feriado esse que eu nunca soube o motivo – ou ainda porque meus dias de sorte se expiraram.
[...]
Taynara F.
Não tenho nada de especial, disso estou certa. Sou apenas mais uma pessoa tentando ser normal nesse mundo tão insano.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
To Forget
E talvez, esquecer seja exatamente assim: não falar, não relatar o que aquela pessoa que você tanto gosta fez. Porque assim, você vai apagando-a, aos poucos da sua memória, afinal, a memória é seletiva.
Trecho de "Diário Online"
[...]Eu não sabia mais o que fazer. Ia da sala até a cozinha, passava no banheiro ia ao quarto. Abria a bolsa e colocava todo o tipo de chocolate que você imaginar, depois retirava tudo e colocava na geladeira para não descongelar. Olhava para relógio, o qual arrastava as horas lentamente, e ia novamente até a cozinha, abria a geladeira retirava 1L de água e todos os doces disponíveis e jogava na bolsa. Cinco minutos depois, retirava tudo da bolsa para não descongelar e colocava na geladeira.
domingo, 3 de julho de 2011
HAMLET: Um carrossel de emoções
Temos tão pouco tempo de vida, cem anos, no máximo. Deveríamos aproveitar cada segundo de nossas vidas, cada oportunidade, cada chance. Algumas pessoas realmente aproveitam, sabem lutar com garra e perseverança por aquilo que almejam, saem do casulo e voam sem medo, para brilharem no palco da vida. Outras, não se dão nem a chance de se conhecerem, prefere serem personagens secundarias à protagonistas de suas próprias histórias.
O egoísmo da sociedade é apavorante, pois ela nos sujeita a suas ambições mais imundas e nos molda a seu favor. Sobrecarrega e impõe regras ao ser humano, deixando-o com uma aparência mais de máquina do que de um ser vivo. Com uma rotina padronizada, ele acaba extinguindo hábitos, enterrando desejos, sepultando sonhos, tudo isso para satisfazer um sistema pobre e doente. Esse indivíduo que foi massacrado e escravizado por essa ditadura social, aprendeu a ser forte aos olhos de terceiros, mas tornou-se fraco e indefeso por dentro, a ponto de abrir mão de sua liberdade existencial e reprimir seus sentimentos mais verdadeiros.
As pessoas andam mascaradas, receosas em agradar desconhecidos e a serem tidas como ‘normais’ pela sociedade. Elas esqueceram que ser normal significa ser original, autentico, e passaram a ser uma cópia a mais encontrada nos camelôs da esquina. E apesar de terem a capacidade de desenvolver um senso critico, essas pessoas deixaram-se controlar pela opinião estranha. A verdade é que estamos mais preocupados em agradar os outros do que satisfazer nossas vontades, nossos sonhos, e, talvez, por conta disso, muitas pessoas recorram a disfarces como forma de sobrevivência.
Analisamos bem essa dissimulação na obra Hamlet, de William Shakespeare, pois percebemos que durante todo o desenrolar da historia, todas as ações tomadas pelos personagens não são necessariamente aquilo que eles tomariam por vontade própria, mas sim, o que ao julgamento de terceiros seja o ideal a ser feito. Manipulados e dependentes, os personagens de Shakespeare se mostram unanimes, presos ao consentimento alheio e encarcerados nas grades da opinião pública.
O interessante é que todos os seus personagens, apesar de terem sido criados há séculos atrás, apresentam um perfil muito similar aos das pessoas atuais, as quais, semelhantes a parasitas, dependem dos outros para tomar suas decisões.
Shakespeare quis retratar – e retratou muito bem – os conflitos internos do ser humano, as emoções subterradas, as vontades reprimidas e as conseqüências desencadeadas por traumas e assuntos não resolvidos. Hamlet, o personagem principal, ressalta exatamente esses conflitos, essas dúvidas e essa busca pela justificativa do que é certo e do que é errado. A falta de confiança e o ódio da incompreensibilidade alheia levam-no ao fingimento de uma loucura, um delírio adolescente, mas que no fundo transmite a verdade que estava engasgada em seu interior, que gritava por atenção, mas que, no entanto tinha medo de assumir sua postura.
Infelizmente, as pessoas são ausentes de atitudes.
A loucura parece ser o refugio perfeito para os que não querem encarar a vida como ela realmente é, para aqueles que se auto-enganam e que se auto-iludem. Decorar uma fala e incorporar um personagem para ser melhor do que viver a história. No entanto, as aparências fragilizam-se com o tempo e chega uma hora que você tem que decidir se quer sair da platéia e correr o risco que a vida oferece, ou se quer continuar sendo um mero expectador, que no máximo desempenhará o papel de um personagem coadjuvante, sem importância nenhuma para o curso da existência humana.
(MEU ARTIGO DE FILOSOFIA - JUNHO)
O egoísmo da sociedade é apavorante, pois ela nos sujeita a suas ambições mais imundas e nos molda a seu favor. Sobrecarrega e impõe regras ao ser humano, deixando-o com uma aparência mais de máquina do que de um ser vivo. Com uma rotina padronizada, ele acaba extinguindo hábitos, enterrando desejos, sepultando sonhos, tudo isso para satisfazer um sistema pobre e doente. Esse indivíduo que foi massacrado e escravizado por essa ditadura social, aprendeu a ser forte aos olhos de terceiros, mas tornou-se fraco e indefeso por dentro, a ponto de abrir mão de sua liberdade existencial e reprimir seus sentimentos mais verdadeiros.
As pessoas andam mascaradas, receosas em agradar desconhecidos e a serem tidas como ‘normais’ pela sociedade. Elas esqueceram que ser normal significa ser original, autentico, e passaram a ser uma cópia a mais encontrada nos camelôs da esquina. E apesar de terem a capacidade de desenvolver um senso critico, essas pessoas deixaram-se controlar pela opinião estranha. A verdade é que estamos mais preocupados em agradar os outros do que satisfazer nossas vontades, nossos sonhos, e, talvez, por conta disso, muitas pessoas recorram a disfarces como forma de sobrevivência.
Analisamos bem essa dissimulação na obra Hamlet, de William Shakespeare, pois percebemos que durante todo o desenrolar da historia, todas as ações tomadas pelos personagens não são necessariamente aquilo que eles tomariam por vontade própria, mas sim, o que ao julgamento de terceiros seja o ideal a ser feito. Manipulados e dependentes, os personagens de Shakespeare se mostram unanimes, presos ao consentimento alheio e encarcerados nas grades da opinião pública.
O interessante é que todos os seus personagens, apesar de terem sido criados há séculos atrás, apresentam um perfil muito similar aos das pessoas atuais, as quais, semelhantes a parasitas, dependem dos outros para tomar suas decisões.
Shakespeare quis retratar – e retratou muito bem – os conflitos internos do ser humano, as emoções subterradas, as vontades reprimidas e as conseqüências desencadeadas por traumas e assuntos não resolvidos. Hamlet, o personagem principal, ressalta exatamente esses conflitos, essas dúvidas e essa busca pela justificativa do que é certo e do que é errado. A falta de confiança e o ódio da incompreensibilidade alheia levam-no ao fingimento de uma loucura, um delírio adolescente, mas que no fundo transmite a verdade que estava engasgada em seu interior, que gritava por atenção, mas que, no entanto tinha medo de assumir sua postura.
Infelizmente, as pessoas são ausentes de atitudes.
A loucura parece ser o refugio perfeito para os que não querem encarar a vida como ela realmente é, para aqueles que se auto-enganam e que se auto-iludem. Decorar uma fala e incorporar um personagem para ser melhor do que viver a história. No entanto, as aparências fragilizam-se com o tempo e chega uma hora que você tem que decidir se quer sair da platéia e correr o risco que a vida oferece, ou se quer continuar sendo um mero expectador, que no máximo desempenhará o papel de um personagem coadjuvante, sem importância nenhuma para o curso da existência humana.
(MEU ARTIGO DE FILOSOFIA - JUNHO)
A brisa serena do anoitecer
[...] E sempre antes de dormir eu olhava a noite.
Gostava de sua quietude e da paz que sua brisa serena imitiam sobre mim.
- Boa noite, Noite! - eu falava antes de dormir.
Gostava de sua quietude e da paz que sua brisa serena imitiam sobre mim.
- Boa noite, Noite! - eu falava antes de dormir.
O anseio humano
Tantas lutas e reivindicações foram feitas antes do homem consegui essa liberdade, e, no entanto ele a recusa por simples medo de arriscar e confiar em seus sonhos.
A autonomia do verdadeiro Eu
Se na vida todas as escolhas fossem pacíficas e dóceis, na qual ninguém precisasse chorar pelas injustiças e pelos tormentos de um amor desprezado, talvez, apenas talvez, o homem não precisasse viver em dois mundos ao mesmo tempo. E quem sabe, ele pudesse, assim, assumir a autonomia de escolha que lhe é por direito, sem que seja imposto, sobre ele exigências de uma sociedade ignorante e cruel.
sábado, 26 de março de 2011
Metamorfose da vida
Nem sempre é fácil abdicar de um ilusão, principalmente quando essa ilusão sustenta nosso ser. Seguir em frente sem olhar para trás seria quase um ato de suicidio, uma vez que nos acostumamos a ser dependentes, a sermos, mesmo sem perceber, escravos daquilo que nossa imaginação gostaria que acontecesse, daquilo que queriamos que acontecesse.
É difícil desistir daquilo que ansiávamos, deletar da memória a história de que o mundo é perfeito, de que as escolhas são simples e as pessoas são boas. A verdade é que o mundo é uma caixinha de surpresas, onde você descobrirá coisas boas e ruins à medida em que cresce e o descobre. As pessoas, em sua maioria, são secas e sem vida, algumas têm uma embalagem perfeita, mas são vazias de conteúdo e de afeto. Decidir nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente se for a decisão que pode mudar completamente a sua vida; é normal se sentir confuso, perdido, irritado, desconfiado, inseguro, sozinho... tudo o que você faz é alvo de críticas e ninguém reconhece o seu esforço. As pessoas que você mais ama não te compreendem e aquelas que você dedicou seu carinho passam por você e te ignoram, como se você fosse invisível. Nesse momento a dor se alastra e as dúvidas e os "se" te incomodam.
Você percebe que é necessário tomar uma decisão. Decidir de uma vez o que você quer e o que realmente será melhor para você; terá que fazer uma avaliação em algumas atitudes, aprimorar o que há de melhor em você e abolir alguns defeitos.
Como disse antes, nem sempre é fácil.
As dúvidas lhe perseguem e a incerteza lhe amedronta. A decisão que você tomou parece ser a melhor, a mais sensata, no entanto, não é exatamente aquela que você gostaria de ter tomado. Isso geralmente acontece quando saímos do nosso mundinho perfeito e encaramos a realidade. É tudo muito complicado, penoso, diferente do que esperávamos.
No fundo sabemos qual é o melhor caminho a seguir, o difícil é aceitar as perdas e enfrentar os obstáculos que estamos sujeitos ao longo do percurso, algumas pessoas preferem continuar alienadas ao faz de conta e, por medo,perdem a oportunidade de viver.
Se você se sente inseguro em relação a direção a seguir, pare um pouco e escute o seu coração, seja verdadeiro e honesto consigo mesmo, e quando decidir seja forte e determinado na busca dos seus sonhos, só assim você conseguirá, não uma vida perfeita, mas uma vida digna de ser vivida.
É difícil desistir daquilo que ansiávamos, deletar da memória a história de que o mundo é perfeito, de que as escolhas são simples e as pessoas são boas. A verdade é que o mundo é uma caixinha de surpresas, onde você descobrirá coisas boas e ruins à medida em que cresce e o descobre. As pessoas, em sua maioria, são secas e sem vida, algumas têm uma embalagem perfeita, mas são vazias de conteúdo e de afeto. Decidir nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente se for a decisão que pode mudar completamente a sua vida; é normal se sentir confuso, perdido, irritado, desconfiado, inseguro, sozinho... tudo o que você faz é alvo de críticas e ninguém reconhece o seu esforço. As pessoas que você mais ama não te compreendem e aquelas que você dedicou seu carinho passam por você e te ignoram, como se você fosse invisível. Nesse momento a dor se alastra e as dúvidas e os "se" te incomodam.
Você percebe que é necessário tomar uma decisão. Decidir de uma vez o que você quer e o que realmente será melhor para você; terá que fazer uma avaliação em algumas atitudes, aprimorar o que há de melhor em você e abolir alguns defeitos.
Como disse antes, nem sempre é fácil.
As dúvidas lhe perseguem e a incerteza lhe amedronta. A decisão que você tomou parece ser a melhor, a mais sensata, no entanto, não é exatamente aquela que você gostaria de ter tomado. Isso geralmente acontece quando saímos do nosso mundinho perfeito e encaramos a realidade. É tudo muito complicado, penoso, diferente do que esperávamos.
No fundo sabemos qual é o melhor caminho a seguir, o difícil é aceitar as perdas e enfrentar os obstáculos que estamos sujeitos ao longo do percurso, algumas pessoas preferem continuar alienadas ao faz de conta e, por medo,perdem a oportunidade de viver.
Se você se sente inseguro em relação a direção a seguir, pare um pouco e escute o seu coração, seja verdadeiro e honesto consigo mesmo, e quando decidir seja forte e determinado na busca dos seus sonhos, só assim você conseguirá, não uma vida perfeita, mas uma vida digna de ser vivida.
quarta-feira, 16 de março de 2011
A amizade - um dos mais nobres sentimentos
Nem sempre empregamos a palavra AMIGO corretamente, às vezes damos esse título a alguém que não merece, que não conhece o significado do que é ser amigo, alguém que não se importará com você e não lhe ajudará caso precise, e, outras vezes, por julgarmos apenas pela a aparência nós perdemos a oportunidade de ter a lealdade e a certeza de confiança e respeito que aquele amigo poderia lhe oferecer. Pior do que uma desilusão amorosa é a ruptura de uma amizade que foi durante anos, especial e verdadeira.
Um amigo de verdade sabe perdoar, mas também sabe ser humilde o suficiente para reconhecer o erro e pedir desculpas, ele não é rancoroso e nem falso, não é soberbo e não usa sua dor para ferir o outro.
Talvez esse amigo cometa erros e sem querer lhe machuque, talvez ele esteja passando por momentos de turbulência e se sinta perdido, solitário... Ou talvez ele não saiba o que fazer para recuperar aquela espontaneidade e diminuir a distancia que é cada vez maior, o desprezo de sua parte não é bem o encorajamento que ele precisa.E ser ignorado por um amigo é mais doloroso do que levar uma rasteira de seu pior inimigo, até porque aqueles que amamos têm maior capacidade para nos fazer sofrer. O orgulho às vezes nos cega, nos impossibilita de ver o pedido de socorro que o nosso amigo está enviando, e com um pensamento mesquinho e egoísta, muitas vezes, pensamos “Ah, ele que tome a iniciativa e me peça desculpas” ou “Se ele não falar comigo eu não falo com ele”.
Devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados...
Um amigo de verdade sabe perdoar, mas também sabe ser humilde o suficiente para reconhecer o erro e pedir desculpas, ele não é rancoroso e nem falso, não é soberbo e não usa sua dor para ferir o outro.
Talvez esse amigo cometa erros e sem querer lhe machuque, talvez ele esteja passando por momentos de turbulência e se sinta perdido, solitário... Ou talvez ele não saiba o que fazer para recuperar aquela espontaneidade e diminuir a distancia que é cada vez maior, o desprezo de sua parte não é bem o encorajamento que ele precisa.E ser ignorado por um amigo é mais doloroso do que levar uma rasteira de seu pior inimigo, até porque aqueles que amamos têm maior capacidade para nos fazer sofrer. O orgulho às vezes nos cega, nos impossibilita de ver o pedido de socorro que o nosso amigo está enviando, e com um pensamento mesquinho e egoísta, muitas vezes, pensamos “Ah, ele que tome a iniciativa e me peça desculpas” ou “Se ele não falar comigo eu não falo com ele”.
Devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados...
quinta-feira, 3 de março de 2011
Transições da adolescencia
Eu queria ter domínio sobre meus sentimentos, queria ter sabedoria suficiente para tomar as decisões certas, sem machucar os outros e sem correr o risco de me arrepender futuramente. Mas essa sabedoria se adquire com o tempo, com o passar dos anos.
No entanto, algumas coisas estranhas estão acontecendo comigo. Não consigo responder a um tudo bem, não consigo me compreender. Me sinto frágil, vulnerável, perdida, insegura, diferente. Estou me sentindo como alguém que vai dormir tendo 1m de altura e no dia seguinte está com 1,70m. As mudanças ocorreram de forma avassaladora em mim, sem que eu tenha a chance, o momento de digeri-las.
A pressão social é muito forte e temo não conseguir suportá-las. Estou exigindo muito de mim, estou me cobrando, mas mesmo assim ainda é insuficiente, é como se faltasse algo,porém eu não sei exatamente o que seja esse 'algo'. Talvez falte amor próprio ou autoconfiança. Estou me isolando do mundo em uma tentativa de compreender o que se passa em meu interior. Estou em um período em que poucas palavras bastam, onde eu prefiro ficar calada.
Uma pena é que nem todos possam compreender essa minha transição de menina para mulher.
No entanto, algumas coisas estranhas estão acontecendo comigo. Não consigo responder a um tudo bem, não consigo me compreender. Me sinto frágil, vulnerável, perdida, insegura, diferente. Estou me sentindo como alguém que vai dormir tendo 1m de altura e no dia seguinte está com 1,70m. As mudanças ocorreram de forma avassaladora em mim, sem que eu tenha a chance, o momento de digeri-las.
A pressão social é muito forte e temo não conseguir suportá-las. Estou exigindo muito de mim, estou me cobrando, mas mesmo assim ainda é insuficiente, é como se faltasse algo,porém eu não sei exatamente o que seja esse 'algo'. Talvez falte amor próprio ou autoconfiança. Estou me isolando do mundo em uma tentativa de compreender o que se passa em meu interior. Estou em um período em que poucas palavras bastam, onde eu prefiro ficar calada.
Uma pena é que nem todos possam compreender essa minha transição de menina para mulher.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Trecho do livro "Em cada entardecer"
[...]O ar frio e violento daquela tarde de quinta-feira açoitava meu rosto enquanto eu caminhava apressadamente pelo centro da cidade. Eu não sabia ao certo porque os meus pés estavam tão apressados, e, como se eles tivessem comando próprio sobre mim faziam com que mesmo sem entender eu continuasse andando.
Olhei para o céu.
Havia uma ou outra nuvem no imenso céu azul e alguns passarinhos voando na direção leste. Olhei outra vez. Como podia o vento estar tão frio e forte com um céu tão claro?
Examinei novamente a atmosfera, porém não havia sinal de chuva.
Um presságio fez com que todos os meus pêlos se eriçassem.
Olhei para o céu.
Havia uma ou outra nuvem no imenso céu azul e alguns passarinhos voando na direção leste. Olhei outra vez. Como podia o vento estar tão frio e forte com um céu tão claro?
Examinei novamente a atmosfera, porém não havia sinal de chuva.
Um presságio fez com que todos os meus pêlos se eriçassem.
As entrelinhas da alma
Sentada na praça de alimentação de um parque de diversões da sua cidade ao lado de seus pais e irmãs, Nathy forçava-se a bebericar um ou outro gole de refrigerante e se limitava a dizer um sim ou não quando sua mãe oferecia-lhe alguma coisa.
Seu corpo se fazia presente à mesa, mas sua mente vagava pelos recantos mais profundos de sua alma. Ela ficava a observar as pessoas passarem por ela, os casais jovens que provavelmente teriam um futuro promissor, as crianças que passavam saltitantes com os pais, um ou outro idoso, as palavras amáveis ditas por alguns casais de adolescentes... Nesse momento ela se sentiu uma das pessoas mais sós do mundo. Era até loucura se sentir assim, pensou ela, até porque ela tinha tudo: família, amigos, primos, uma vida maravilhosa, mas faltava-lhe algo, algum brilho, algum motivo para estampar o seu verdadeiro sorriso e esbanjar a sua alegria contagiante.
Ela se sentia só. Sentia falta de alguma coisa, de alguém.
Nathy não gostava muito de ficar parada, observando, pois era nesses momentos de quietude que ela fazia uma viagem por dentro de seu interior, vasculhava lembranças, examinava detalhes perdidos no tempo, e se questionava quanto a seu futuro. E quase sempre essa viagem terminava em lágrimas.
Seu corpo se fazia presente à mesa, mas sua mente vagava pelos recantos mais profundos de sua alma. Ela ficava a observar as pessoas passarem por ela, os casais jovens que provavelmente teriam um futuro promissor, as crianças que passavam saltitantes com os pais, um ou outro idoso, as palavras amáveis ditas por alguns casais de adolescentes... Nesse momento ela se sentiu uma das pessoas mais sós do mundo. Era até loucura se sentir assim, pensou ela, até porque ela tinha tudo: família, amigos, primos, uma vida maravilhosa, mas faltava-lhe algo, algum brilho, algum motivo para estampar o seu verdadeiro sorriso e esbanjar a sua alegria contagiante.
Ela se sentia só. Sentia falta de alguma coisa, de alguém.
Nathy não gostava muito de ficar parada, observando, pois era nesses momentos de quietude que ela fazia uma viagem por dentro de seu interior, vasculhava lembranças, examinava detalhes perdidos no tempo, e se questionava quanto a seu futuro. E quase sempre essa viagem terminava em lágrimas.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Infelizmente,
Nós humanos somos mestres em criticar os outros, em julgar determinada pessoa simplesmente por não se enquadrar aos demais, o pior é que, apesar disso ser um ponto negativo na nossa espécie, as pessoas parecem gostar.
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